A definição bíblica de anjo Não há outra definição para “anjo” senão a mesma, e isso vale para ambos os Testamentos. Ser enviado por Deus para falar as palavras de Deus implica, muitas vezes, exercer a autoridade de Deus como representante da própria pessoa de Deus, sem tornar-se, de fato, Deus. Jesus deixa claro esse …
A definição bíblica de anjo
Não há outra definição para “anjo” senão a mesma, e isso vale para ambos os Testamentos.
Ser enviado por Deus para falar as palavras de Deus implica, muitas vezes, exercer a autoridade de Deus como representante da própria pessoa de Deus, sem tornar-se, de fato, Deus.
Jesus deixa claro esse princípio quando disse aos discípulos:
“Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.”
Mateus 10:40
Perceba que, ao receber um discípulo de Jesus em casa, era o mesmo que receber o próprio Jesus e, consequentemente, o próprio Deus. No entanto, isso não fazia dos discípulos Deus de fato.
Os anjos como enviados de Deus
Quanto ao “anjo de Pedro”, sem dúvida, os que o aguardavam em casa tinham em seus corações o que ensina o Salmo 34:7, sobre o anjo que “guarda”.
Não há, porém, base para compreender que os anjos se “transformavam” em Deus. Deus enviava seus anjos para fazer aquilo que lhes era ordenado. Essa é a compreensão simples apresentada pelas Escrituras: os anjos são enviados por Deus para cumprir os seus intentos.
A mediação dos anjos
Em Atos 7:53, fala-se sobre a “mediação” dos anjos. Paulo ainda explica isso melhor aos Gálatas:
“…foi posta [a Lei] pelos anjos na mão de um medianeiro.”
Gálatas 3:19
Os anjos “mediaram” entre Deus e Moisés. A Lei foi “posta” pelos anjos, e não “criada” por eles.
Isso também explicita a separação entre os anjos e o Deus que os enviou. Eles exerceram uma função de mediação e representação, mas isso não significa que fossem o próprio Deus.
O caso de Estêvão
Outro exemplo está em Estêvão. Ele também não era um anjo, mas aqueles que o observavam viram o seu rosto “como de um anjo”.
Isso demonstra novamente que a aparência ou a atuação semelhante à de um anjo não transforma uma pessoa em um anjo. A comparação feita no texto bíblico não significa identidade.
Não ir além do que está escrito
Se tivermos em mente aquilo que apenas a Bíblia diz, cumprindo assim o que ela mesma ensina — que não devemos ir além do que está escrito (1 Coríntios 4:6) —, entendendo que um anjo é um espírito ministrador enviado por Deus para cumprir os seus intentos, tudo ficará mais “bíblico”.
A simplicidade da definição é justamente o que permite compreender os diferentes textos sem atribuir aos anjos uma natureza que as Escrituras não lhes atribuem. Deus envia; os anjos cumprem aquilo que lhes foi ordenado. Eles podem falar em nome de Deus, exercer sua autoridade como representantes e mediar aquilo que Deus determinou, sem que, por isso, se tornem Deus.







